Um grupo raro de pessoas com mais de 80 anos tem intrigado cientistas ao redor do mundo. Conhecidos como “superidosos”, esses idosos conseguem manter uma memória tão afiada que chega a se comparar à de pessoas décadas mais jovens. Agora, uma nova pesquisa trouxe pistas surpreendentes sobre o que pode estar por trás desse fenômeno.
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O estudo mostrou que o cérebro desses indivíduos produz uma quantidade significativamente maior de neurônios novos — especialmente em uma região chamada hipocampo, fundamental para a formação e recuperação de memórias. Ao analisar amostras de cérebros doados para a ciência, pesquisadores identificaram diferentes estágios de desenvolvimento dessas células, desde células-tronco até neurônios quase prontos para funcionar.
Os resultados indicaram que os superidosos chegam a ter até o dobro de neurogênese — processo de criação de novos neurônios — quando comparados a outros idosos saudáveis. Já em pessoas com sinais iniciais de declínio cognitivo, a formação dessas células foi mínima, enquanto em indivíduos com Alzheimer praticamente não houve geração de novos neurônios.
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Para os cientistas, essa capacidade de renovação do cérebro pode ser um dos fatores que explicam por que alguns idosos mantêm a mente extremamente ativa mesmo após os 80 anos. A descoberta reforça a ideia de que o cérebro humano continua capaz de se adaptar e se renovar ao longo da vida — e entender esse processo pode ajudar no combate a doenças neurodegenerativas no futuro.

