
Influenciadora Mirian Mônica em área rural (Foto: Instagram)
Investigada em uma operação deflagrada em 19 de março de 2026, a influenciadora Mirian Mônica da Silva, conhecida como “Cavalona do Pó”, já havia se envolvido em outro caso policial no Amazonas relacionado a ameaças e difamação. De acordo com registros da Polícia Civil do Amazonas (PCAM), ela é suspeita de integrar uma rede que utiliza apostas clandestinas e movimenta recursos ilícitos em âmbito nacional.
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Em novembro de 2024, uma mulher procurou a delegacia após receber mensagens intimidatórias enviadas por Mirian, segundo boletim da PCAM. Entre as ameaças estavam frases como “Você está mexendo com a pessoa errada”, “Vou acabar com você” e “Tenho todos os seus dados”. Mirian acusava a vítima de ter aplicado um golpe de R$ 3 mil em sua loja de calçados, o que a mulher negou, afirmando não conhecer a empresária.
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Na sequência, a influenciadora publicou nos stories fotos, nome completo e demais dados pessoais da vítima. A mulher relatou ter sido abordada por desconhecidos que disseram que atitudes como aquelas não eram isoladas e chegaram a sugerir que Mirian seria casada com um traficante. Ao depor, Mirian afirmou ter encontrado um comprovante de Pix com e-mail atribuído à vítima e, a partir daí, passou a responsabilizá-la pelas supostas perdas.
Apesar dos elementos apresentados, o processo não avançou na Justiça porque a vítima não compareceu às audiências, levando à extinção da punibilidade. Agora, a Operação Resina Oculta, conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a coloca no centro de uma quadrilha de grande porte. Deflagrada simultaneamente no DF, Goiás, Maranhão e Amazonas, a ação investiga tráfico de haxixe, skunk e cocaína e lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada e plataformas de apostas clandestinas.
Conforme as apurações, uma loja de calçados associada a Mirian teria recebido, ao longo de 2025, valores provenientes de traficantes atuantes no Distrito Federal. Ao todo, foram cumpridos 41 mandados de busca e apreensão e nove de prisão, além do bloqueio de contas de 50 empresas, com limite de até R$ 15 milhões por CNPJ, e da apreensão de sete veículos de luxo.
Os investigadores descobriram que grandes quantias eram enviadas com frequência para a região Norte, especialmente para cidades próximas a zonas de fronteira, com Manaus destacada como um dos principais centros de circulação e ocultação de recursos. Nas redes sociais, Mirian exibia viagens internacionais, hospedagens sofisticadas e consumo de produtos de luxo, padrão de vida incompatível com sua renda declarada e apontado pelas autoridades como forma de dar aparência de legalidade ao dinheiro de origem criminosa.
A Operação Resina Oculta teve início em outubro de 2025, após a apreensão de mais de 47 quilos de haxixe e quase 900 gramas de skunk no Riacho Fundo, no Distrito Federal. A partir desse episódio, a PCDF identificou a existência de uma organização estruturada que abastecia o mercado de drogas em toda a região, resultando na maior ofensiva contra essa rede até o momento.

