
Residencial Ignêz Andreazza após o incêndio que matou duas crianças em Areias, Zona Oeste do Recife (Foto: Instagram)
Na madrugada de quinta-feira, 19 de março de 2026, dois irmãos, de 9 e 11 anos, morreram em um incêndio que consumiu o apartamento da família na Zona Oeste do Recife. O fogo se alastrou rapidamente em razão do grande acúmulo de aparelhos eletrônicos no imóvel e tomou conta dos cômodos antes que qualquer tentativa de resgate pudesse ser efetivada. Três adultos que estavam na residência foram retirados em estado grave e levados ao Hospital da Restauração. A perícia já investiga as circunstâncias do incidente.
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O apartamento vulnerado pelas chamas fica no segundo andar de um dos blocos do Residencial Ignêz Andreazza, localizado no bairro de Areias. Segundo relatos de vizinhos, o fogo começou por volta das 3h30 enquanto todos dormiam e se propagou com velocidade pela sala e quartos. Logo após o início do incêndio, equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas e conseguiram controlar parte do incêndio, mas já era tarde demais para impedir as perdas humanas.
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Durante o combate às chamas, os dois irmãos foram encontrados presos às grades de proteção da janela do quarto, em uma tentativa desesperada de fuga. As estruturas de metal impediram a passagem das crianças, que acabaram intoxicadas pela fumaça e por queimaduras, sem conseguir sair do local. O cenário foi descrito pelos bombeiros como chocante e reforça a gravidade da perda das vítimas mirins.
Além das crianças, três adultos que estavam na casa sofreram ferimentos graves ao tentar escapar ou ajudar no combate inicial ao incêndio. Entre eles, um idoso de 78 anos, um homem de 39 anos e uma mulher de 44 anos foram atendidos pelos bombeiros e encaminhados ao Hospital da Restauração, no centro da capital pernambucana. Todos permanecem em estado estável, mas sob observação médica devido a queimaduras de segundo grau e crise respiratória.
O síndico do condomínio, Hélio Ribeiro, afirmou que o morador responsável pelo apartamento trabalhava como técnico em eletrônica e mantinha um grande estoque de equipamentos antigos e componentes no local. De acordo com ele, a quantidade de objetos acumulados funcionou como combustível extra e dificultou tanto a evacuação do imóvel quanto o acesso dos bombeiros para combate imediato ao fogo. Vizinhos relataram que o excesso de material já era motivo de reclamações antes do incidente.
A perícia técnica classificou as condições do apartamento como irregulares e extremamente perigosas, apontando o volume elevado de entulhos como fator determinante para a rápida propagação das chamas. As investigações seguem em curso para identificar o ponto de ignição e possíveis falhas na instalação elétrica. Segundo as autoridades, a intervenção dos bombeiros impediu que o incêndio atingisse toda a estrutura do bloco, evitando uma tragédia ainda maior no Residencial Ignêz Andreazza.

