Crie seu negócio online com o poder da inteligência artificial e comece a lucrar hoje com a Jornada V1

Justiça determina que Prefeitura de SP retome serviço de aborto legal

Date:


Fachada do Hospital e Maternidade Municipal Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo (Foto: Instagram)

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) decidiu que a Prefeitura de São Paulo precisa reativar o serviço de aborto legal no Hospital e Maternidade Municipal Vila Nova Cachoeirinha. A determinação da segunda instância ocorre após a administração perder um recurso de apelação, confirmando que houve omissão no atendimento e violação de direitos constitucionais das mulheres. Segundo o acórdão, a interrupção do procedimento, assegurado por lei, trouxe prejuízos diretos às gestantes que buscam o serviço na unidade de referência.

++ Gretchen se revolta após crítica de médico e rebate: “Só quem me para é Deus”

Em dezembro de 2024, a direção do Hospital Vila Nova Cachoeirinha suspendeu temporariamente a oferta do aborto legal, mas não definiu prazo para o retorno. Na ocasião, a Prefeitura afirmou que a paralisação seria provisória, porém a interrupção persistiu até agora. De acordo com levantamento da Defensoria Pública, pelo menos 15 mulheres foram impedidas de ter acesso ao procedimento, configurando desrespeito ao direito previsto em lei.

++ Ratinho se pronuncia após processo movido por Chico Buarque

No ordenamento jurídico brasileiro, o aborto legal é permitido em três situações: gravidez resultante de estupro, risco de morte para a gestante e fetos anencéfalos. A ação que resultou na liminar foi proposta pelo coletivo Educação em Primeiro Lugar, formado pelos parlamentares Luciene Cavalcante, Carlos Gianazzi e Celso Giannazi, todos filiados ao PSOL. O grupo apontou omissão do poder público na garantia de um direito constitucional já consolidado.

Na decisão, o desembargador-relator Eduardo Pratavieira destacou que médicos da rede municipal não garantiam o encaminhamento adequado das pacientes, chegando a recusar o procedimento, “promovendo nova vitimização das mulheres vítimas de estupro, incutindo terror psicológico e emocional”. Para o magistrado, essa conduta configura ato ilegal, pois revitimiza gestantes que já enfrentam situação de violência.

A Prefeitura de São Paulo argumentou que outras unidades de saúde do município estariam absorvendo as demandas oriundas da Vila Nova Cachoeirinha. Parlamentares e organizações envolvidas no processo contestaram essa alegação, afirmando falta de divulgação e de estrutura suficiente em outras casas de saúde. O TJSP rejeitou a justificativa administrativa, considerando que houve “pura negativa do direito fundamental das mulheres ao aborto legal”, trecho literal do acórdão.

Com a confirmação da decisão inicial de outubro de 2025, o serviço deverá permanecer ativo na maternidade até que a Prefeitura organize de forma eficaz o atendimento em toda a rede. Procurada pela reportagem, a administração municipal negou ter interrompido o serviço e informou que os procedimentos já foram restabelecidos no Hospital Vila Nova Cachoeirinha.

Share post:

Jornada V1

spot_imgspot_img

Popular

Notícias
Relacionadas

Rafaella Justus expõe mania curiosa de Ana Paula Siebert, esposa de Roberto Justus

Rafaella Justus usou as redes sociais e surpreendeu seguidores...

Lula avalia punições após abusos nos combustíveis: “Alguém vai pra cadeia”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou...

Dado Dolabella se torna réu em ação na Justiça após acidente de trânsito

Dado Dolabella se tornou réu em uma ação na...

Luana Piovani reage a vídeo de Pedro Scooby com o filho após polêmica

Luana Piovani usou as redes sociais e comentou um...