
Thamiris dos Santos Pereira, de 14 anos (Foto: Instagram)
Dez dias após a confirmação da morte de Thamiris dos Santos Pereira, de 14 anos, a Polícia Civil intensifica as investigações do crime que abalou a Região Metropolitana de Salvador. Três suspeitos já foram presos, incluindo o apontado como mandante, e novas diligências buscam identificar pessoas que possam ter auxiliado no planejamento ou execução. A repercussão segue alta e levanta questionamentos sobre as circunstâncias que cercaram o assassinato.
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Thamiris desapareceu em 12 de março, quando deixou a escola no bairro de Itinga, em Lauro de Freitas, sem retornar para casa. Sete dias depois, seu corpo foi localizado em estado avançado de decomposição em uma área de mata na região de Cassange. A identificação oficial ocorreu em 20 de março, após exames do Instituto de Identificação Pedro Mello confirmarem tratar-se da adolescente desaparecida.
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Desde a descoberta do corpo, a Polícia Civil deteve três envolvidos no caso. O mais recente foi preso em 27 de março no município de Lamarão, a cerca de 177 quilômetros de Salvador. Ele é irmão de Davi de Jesus Ferreira, considerado o suposto mandante, que já cumpria pena por violência doméstica no Complexo Penitenciário da Mata Escura e teria ordenado o crime de dentro do presídio. Rodrigo Faria Sena dos Santos, outro suspeito, morava próximo à residência da vítima e, segundo o inquérito, atraiu Thamiris ao local onde ocorreria o assassinato.
Uma das linhas de investigação mais fortes aponta vingança como motivação do homicídio. A polícia trabalha com a hipótese de que o mandante acreditava ter sido alvo de uma denúncia anônima feita pela adolescente, a qual teria resultado em sua prisão anterior. Contudo, até o momento não existe comprovação de que Thamiris tenha realizado qualquer relato às autoridades.
A jovem estudava na rede estadual de ensino e morava no bairro Jardim das Margaridas, em Salvador. Ela fazia diariamente, sozinha, o percurso entre a casa e a escola. No dia do desaparecimento, câmeras de segurança captaram apenas parte do trajeto, perdendo seu rastro antes que chegasse ao destino. As buscas envolveram policiais, familiares, amigos e voluntários até uma denúncia anônima indicar o local onde o corpo jazia.
No terreno baldio em Cassange, além do corpo, foram recolhidos objetos pessoais da estudante, como parte do uniforme escolar, um relógio e um sapato. O sepultamento ocorreu em 21 de março, no Cemitério Bosque da Paz, em Salvador, em meio a forte comoção, aplausos e pedidos por justiça. A Polícia Civil segue com diligências e reforça que novas provas e depoimentos podem trazer mais desdobramentos ao caso.

