
Foto de Deise Carmem de Oliveira Ribeiro, 55, servidora pública e empresária assassinada em emboscada suspeita de ter sido articulada pela própria família. (Foto: Instagram)
A Polícia Civil indiciou as filhas Déborah de Oliveira Ribeiro e Roberta de Oliveira Ribeiro, além do marido da vítima, pela suspeita de planejar uma emboscada que resultou na morte de Deise Carmem de Oliveira Ribeiro, 55 anos, servidora pública e empresária. Segundo o inquérito, o crime foi articulado no início deste ano em âmbito familiar e contou com motivação financeira. Os detalhes sobre a participação de cada um dos indiciados, entretanto, não foram divulgados oficialmente pela corporação.
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Deise Carmem desapareceu logo após o Natal de 2025 e teve o corpo encontrado em 1º de janeiro de 2026, em estado avançado de decomposição, nas águas do Rio Santa Tereza. Um morador local percebeu o corpo boiando e acionou o Corpo de Bombeiros para o resgate. O resultado das perícias apontou sinais de violência compatíveis com homicídio, reforçando a suspeita de que ela tenha sido levada ao local e morta em uma emboscada planejada pelos familiares.
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Segundo o delegado João Paulo Sousa Ribeiro, responsável pelas investigações, o núcleo familiar era marcado por constantes disputas sobre o gerenciamento e o acesso ao patrimônio de Deise Carmem. As filhas e o marido teriam percebido a mulher como um obstáculo para entrar nos bens da família e, por isso, teriam conspirado contra ela. O indiciamento inclui a acusação de feminicídio contra o companheiro da empresária, além de homicídio qualificado com emboscada para as filhas.
As autoridades concluíram que o crime foi executado como uma emboscada meticulosamente planejada, desde o local até a forma de ocultação do corpo. Embora a investigação tenha delineado a dinâmica do assassinato, o inquérito não detalhou a participação individual de cada familiar. Com o encerramento da fase policial, o caso foi remetido ao Ministério Público, que analisará os autos para decidir se oferecerá denúncia formal à Justiça contra os indiciados.
A notícia do indiciamento provocou comoção na região de Santa Tereza. Internautas expressaram indignação com a motivação financeira do crime. “Mataram a mãe por ganância e irão morrer na miséria por isso. Serão automaticamente excluídas dos bens de herança por terem matado a mãe”, comentou uma moradora em rede social. Outra seguidora afirmou: “Que a justiça seja feita e ninguém fique com um centavo que pertencia a essa mulher”.
O desfecho deste caso reforça o debate sobre violência doméstica e a necessidade de mecanismos de proteção às vítimas, mesmo quando estas são parte de famílias tradicionais ou de classe média. Resta agora aguardar a decisão do Ministério Público sobre o oferecimento de denúncia formal ao Judiciário. Com isso, o processo seguirá para audiência de instrução e julgamento, apontando para um desfecho que pode levar anos de tramitação.

