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Trump diz que Irã pode sumir em uma única noite: ‘Essa noite pode ser amanhã’

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Trump ameaça destruir infraestrutura essencial do Irã em coletiva na Casa Branca (Foto: Instagram)

Em meio às tensões no Oriente Médio e a um ultimato de Washington, Donald Trump retomou as ameaças contra o Irã durante coletiva na Casa Branca. O presidente afirmou que todo o território iraniano poderia ser “derrubado em uma noite” e que essa ação poderia ocorrer já na próxima terça-feira, caso Teerã não cumpra as exigências, entre elas a reabertura do Estreito de Ormuz, rota vital para o comércio global de petróleo.

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Trump reforçou nesta segunda-feira (6) que os Estados Unidos estão prontos para destruir completamente a infraestrutura essencial do Irã em poucas horas. Segundo ele, um plano estratégico bateria pontes e paralizaria usinas elétricas em até quatro horas se o governo americano decidir agir antes das 20h de terça-feira. O bloqueio imposto por Teerã tem pressionado o preço do barril acima de US$ 100, afetando o mercado mundial de combustíveis.

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Ao lado de Trump, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, intensificou a retórica ao dizer que “haverá mais ataques hoje do que ontem, e mais amanhã do que hoje”, sinalizando uma escalada imediata das ofensivas para forçar o Irã a ceder. Hegseth enfatizou que o presidente não está para brincadeira e que a administração americana mantém postura inabalável.

As ameaças chegam depois da divulgação de um plano de cessar-fogo em duas etapas, apresentado pelo Paquistão entre a noite de domingo e a manhã de segunda, segundo informações da Reuters. A proposta prevê primeiro o fim imediato das hostilidades e a reabertura do Estreito de Ormuz, seguida de negociações para um pacto de paz definitivo.

Apesar de Trump considerar o plano “um passo significativo” para encerrar o conflito, o Irã o rejeitou por prever um cessar-fogo apenas parcial e exigiu garantias de suspensão definitiva dos confrontos. No último sábado, o presidente dos EUA já havia ameaçado intensificar os ataques caso Teerã não liberasse a passagem. Ele ainda descartou a cobrança de pedágio pelos iranianos e aventou a possibilidade de os EUA impor sua própria tarifa, sem esclarecer os detalhes do mecanismo. Nesta segunda, um navio turco obteve permissão excepcional para atravessar o estreito, mas a região segue sob forte tensão.

Autoridades iranianas e especialistas internacionais repudiaram o teor das ameaças. Kazem Gharibabadi, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, declarou que, se Trump fosse adiante com as ações previstas, estaria violando o direito internacional e cometendo crimes de guerra, alertando que as consequências de uma ofensiva militar ampla ultrapassariam as fronteiras do Irã.

O fechamento parcial do Estreito de Ormuz levou o barril de petróleo a ultrapassar a barreira dos US$ 100 (cerca de R$ 515), refletindo-se em oscilações nas bolsas internacionais. Analistas apontam que, sem a segurança da rota, empresas e nações consumidoras devem enfrentar aumento de custos e insegurança energética.

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