
Filha de policial militar assassinada receberá pensão de R$ 2,5 mil enquanto tenente-coronel investigado pode se aposentar com R$ 20 mil (Foto: Instagram)
A filha de 7 anos da policial militar Gisele, assassinada em um caso que envolve o tenente-coronel Neto, deve receber uma pensão de aproximadamente R$ 2,5 mil, enquanto o oficial investigado pode chegar a uma aposentadoria em torno de R$ 20 mil. Essa discrepância entre os valores já gerou debates sobre as diferenças entre benefícios previdenciários civis e militares.
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Perícias realizadas no local e mensagens encontradas no celular de Gisele desmontaram a versão apresentada pelo tenente-coronel. Esses novos elementos reforçam a investigação, que apura as circunstâncias do crime e as responsabilidades do oficial, eventualmente influenciando processos administrativos e judiciais.
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Segundo especialistas em direito previdenciário, a pensão destinada à criança obedece às regras do Instituto de Previdência dos Militares Estaduais (IPM), com teto de benefício que não ultrapassa aquele previsto para dependentes civis. Já o cálculo da aposentadoria de um tenente-coronel leva em conta tempo de serviço, patente e adicionais específicos da carreira, resultando em valores bem superiores.
A família de Gisele estuda entrar com ação de indenização contra o Estado para elevar o valor da compensação. Na prática, esse processo judicial visa equiparar os montantes recebidos, cobrando reparação que leve em conta o caráter trágico do caso e a necessidade de garantir sustento digno à menor.
Entretanto, ministros e advogados alertam que demandas desse tipo costumam se arrastar na Justiça, enfrentando recursos e contrarrazões antes de uma decisão definitiva. Mesmo assim, os parentes da vítima mantêm a expectativa de que o Judiciário reconheça a diferença de tratamento e promova revisão dos valores estabelecidos.

