
Base do Batalhão de Operações Especiais do Amapá em Macapá (Foto: Instagram)
Durante a tarde de quarta-feira (8), um homem invadiu armado de faca uma creche situada no bairro Coração, na Zona Oeste de Macapá (AP). Ele fez uma funcionária refém e, ao mesmo tempo, transmitiu a ação ao vivo pelas redes sociais, mobilizando rapidamente equipes da Polícia Militar. Pouco depois, o suspeito foi contido e preso pelas autoridades, encerrando o episódio que paralisou o funcionamento do estabelecimento por algumas horas.
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O autor do crime foi identificado como Fernando Luiz Correa Nobre. Ele adentrou o prédio por volta das 14h, ameaçou a funcionária com uma faca e manteve a vítima sob grave coação até as 15h30, quando decidiu libertá-la após negociação inicial. Em seguida, permaneceu no interior da creche até a chegada do Batalhão de Operações Especiais e de outras guarnições, que finalizaram a rendição sem disparos.
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Conforme informou a Polícia Militar do Amapá (PM-AP), não havia crianças no momento da invasão. Outras duas mulheres que trabalhavam na creche conseguiram se refugiar em uma sala interna e escaparam sem ferimentos. Enquanto isso, viaturas da Rádio Patrulha e do Bope bloquearam o entorno, isolaram a área e impediram a aproximação de curiosos, garantindo a segurança dos moradores e dos profissionais de emergência.
O Batalhão de Operações Especiais foi responsável pelas negociações com o invasor, que chegou a exigir a presença de sua companheira e de jornalistas para falar ao vivo durante o cerco. Os contatos foram feitos principalmente por telefone, estratégia adotada para manter a integridade da refém e propiciar uma rendição pacífica, o que ocorreu sem a necessidade de intervenção tática mais agressiva.
Ainda de acordo com a PM, Fernando Luiz Correa Nobre já possuía antecedentes criminais registrados. No início da tarde, ele circulava de motocicleta pela região com uma mulher na garupa, quando foi abordado por uma viatura. Ao perceber a aproximação dos agentes, abandonou o veículo e correu em direção à creche, buscando refúgio até ser capturado pela tropa especializada.

