A escalada da guerra no Irã já começa a gerar efeitos preocupantes para economias ao redor do mundo — e o Brasil está longe de ficar imune. Após ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra o país do Oriente Médio no fim de fevereiro de 2026, o preço do petróleo disparou e já ultrapassa a marca de 100 dólares por barril. Com o risco de bloqueio do estratégico Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no planeta, analistas temem que o valor possa chegar a até 150 dólares.
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Um dos primeiros impactos pode aparecer nos combustíveis. O aumento do petróleo pressiona a política de preços da Petrobras, que já enfrenta uma grande defasagem em relação ao mercado internacional. O diesel consumido no Brasil depende em parte de importações e, com a alta global, o repasse para os postos pode se tornar inevitável caso o conflito se prolongue, alimentando a inflação.
O cenário também pode mudar completamente os planos do Banco Central para os juros. Antes da guerra, analistas esperavam cortes mais rápidos na taxa Selic ao longo de 2026. Agora, a escalada do conflito eleva as incertezas, pressiona o dólar e aumenta o risco de inflação mais alta — fatores que podem atrasar ou até interromper a redução dos juros no país.
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Outro ponto crítico envolve o agronegócio e o abastecimento de fertilizantes. O Oriente Médio é um grande comprador de produtos agrícolas brasileiros, enquanto o Brasil depende da região para importar parte importante de fertilizantes usados nas lavouras. Com rotas marítimas ameaçadas e seguros de navios cancelados, exportações podem enfrentar obstáculos logísticos e insumos essenciais para a produção agrícola podem ficar mais caros.
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