O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi internado com broncopneumonia bacteriana bilateral na manhã da última sexta-feira (13), e, para o infectologista Alberto Chebabo, a prisão domiciliar não teria evitado o quadro.
Em entrevista ao Poder360, o médico Alberto Chebabo, infectologista brasileiro, reconhecido por sua atuação como presidente da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), apontou que “a ampliação da cobertura [dos antibióticos] indica que o paciente não respondeu com a velocidade que os médicos esperam.”
Segundo Chebabo, o acompanhamento do quadro infeccioso é feito por meio de marcadores inflamatórios como o PCR e o VHS, exames que medem o nível de resposta do organismo ao tratamento. A melhora costuma aparecer após 48 horas do início dos antibióticos. Quando não ocorre, os médicos partem para medicamentos de espectro mais amplo, capazes de combater bactérias consideradas atípicas.
No caso de Bolsonaro, o infectologista comenta sobre a broncoaspiração, e que, para ele, é pouco provável que a prisão na Papuda tenha contribuído de forma determinante para o agravamento do quadro. “O risco de broncoaspiração é inerente ao seu caso abdominal”, disse.
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“Claro que o estresse da prisão pode piorar a situação, mas não acredito que por estar preso isso tenha contribuído de forma importante. Até porque em sua casa ainda estaria preso”, afirmou Chebabo.
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