
Psiquiatra é preso em Divinópolis por agressões à própria esposa (Foto: Instagram)
O médico psiquiatra José Lúcio de Abreu Faria Junior, 44 anos, foi preso em Divinópolis (MG) após submeter a esposa, de 43 anos, a agressões constantes durante dois dias. Com a linha telefônica bloqueada e sem acesso ao próprio celular, a vítima precisou se refugiar no banheiro do apartamento, levando consigo a filha de apenas 2 anos. Em desespero, utilizou o Wi-Fi de um vizinho para pedir ajuda pelas redes sociais, o que culminou na interrupção dos abusos.
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Segundo depoimento prestado à Polícia Militar de Minas Gerais (PM-MG), as agressões tiveram início na tarde do domingo (15), motivadas por uma discussão familiar relacionada ao aluguel de uma casa que o casal pretendia ocupar. Durante o embate, o médico confiscou o celular da esposa e bloqueou sua linha de telefone, deixando-a sem meios de comunicação tradicionais. Confinada no banheiro com a filha, ela enviou mensagens aos contatos de confiança buscando socorro.
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A mensagem de socorro foi recebida por uma amiga da vítima, que acionou imediatamente a PM-MG. Uma viatura deslocou-se ao local e, ao chegar ao apartamento, encontrou a porta trancada pelo agressor. Os policiais precisaram arrombar o acesso para entrar e localizar o casal. O psiquiatra foi detido em flagrante, algemado e conduzido à delegacia de Divinópolis, onde o boletim de ocorrência foi registrado.
Em seu relato à polícia, a mulher descreveu que foi enforcada e sofreu socos no rosto, sendo impedida de sair do imóvel ou buscar ajuda. Todo o período de agressão ocorreu sob o olhar da filha do casal, que presenciou parte das agressões dentro do banheiro. A vítima afirmou estar abalada emocionalmente, mas aliviada pela rápida resposta das autoridades, que impediram a continuidade do ciclo de violência.
Na audiência de custódia realizada pouco depois, a Justiça converteu a prisão em flagrante do médico em preventiva, diante da gravidade dos fatos e do risco à integridade da vítima. Ele permanece detido enquanto o processo por lesão corporal avança na 23ª Vara Criminal de Divinópolis. A pena prevista para o tipo de crime varia de três meses a três anos de reclusão, sem prejuízo de medidas protetivas de urgência em favor da mulher.
Esse episódio reacende o debate sobre violência doméstica no Brasil e reforça a urgência de canais de denúncia seguros para vítimas em situação de perigo. Especialistas e organizações de defesa dos direitos das mulheres destacam a importância da rede de apoio comunitário e do pronto atendimento das forças de segurança. Em Divinópolis, vizinhos e instituições locais também se mobilizaram para oferecer suporte psicológico e orientação à mulher agredida e a sua filha.

