
Ataque a capivara na orla do Quebra Coco registrado por câmeras de segurança (Foto: Instagram)
Na madrugada de sábado (21), uma capivara foi atacada por oito homens na orla do Quebra Coco, em Jardim Guanabara, na Ilha do Governador, zona norte do Rio de Janeiro. Imagens captadas por câmeras de segurança registraram o momento em que o grupo agride violentamente o animal, que acabou ficando com ferimentos graves. A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) investiga o crime e já iniciou diligências para identificar os agressores.
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Segundo as filmagens, o episódio ocorreu por volta de 1h19, quando o animal caminhava tranquilamente pela rua e foi surpreendido pelos suspeitos, que carregavam pedaços de madeira. Ao perceber a aproximação, a capivara tentou escapar, mas acabou encurralada pelo grupo. Esse primeiro momento de agressão marcou o início de uma perseguição que durou vários segundos, conforme apontam as imagens de outras câmeras instaladas no local.
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Um outro ângulo mostra a capivara correndo por alguns metros em tentativa de fuga, enquanto os homens desferem golpes repetidos com as tábuas. Após ser atingida diversas vezes, a vítima silvestre caiu ao chão e ficou imóvel por alguns instantes. Logo em seguida, os agressores se dispersaram e deixaram o local. Moradores da região contaram que ouviram gritos e barulhos de madeira batendo contra o corpo do animal.
A ONG Garras da Lei foi acionada por populares que encontraram a capivara ferida em um terreno próximo à orla. Embora ainda não haja boletim veterinário oficial, o socorro foi prestado por um médico especializado em fauna silvestre, que avaliou o estado de saúde do animal e iniciou o tratamento emergencial. Sob cuidados intensivos, a capivara permanece em observação enquanto se recupera dos ferimentos.
A DPMA confirmou que as imagens das câmeras de segurança serão essenciais para a identificação dos responsáveis. Equipes da polícia civil já visitaram residências e comércios ao redor do local do crime em busca de testemunhas e gravações adicionais. Caso reconhecidos, os suspeitos poderão responder por crime ambiental e maus-tratos a animais silvestres, previsto na legislação brasileira com penalidades de detenção e multa.
O episódio provocou indignação de moradores e ativistas que pedem maior fiscalização em áreas de preservação urbana, além de rigor na punição de quem comete crimes contra a fauna. A autuação policial segue em curso e a ONG Garras da Lei disponibilizou canais de contato para quem tiver informações que auxiliem as investigações. Até o fechamento desta reportagem, não havia confirmação sobre a soltura do animal em habitat natural após a alta veterinária.

