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Cão cava quintal e expõe mistério de assassinato de 160 anos na Inglaterra

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Stanley, o labrador detetive: cão desenterra frasco vitoriano ligado a crime de 1865 (Foto: Instagram)

A teimosia de Stanley, um labrador persistente, desvendou um enigma de 160 anos no quintal de Clyst Honiton, em Devon, Inglaterra. Durante semanas, o animal cavou repetidamente no mesmo ponto, ignorando qualquer intervenção para refazer a terra. Na manhã de ontem, a insistência do cão revelou um artefato raro: um frasco de vidro azul da era vitoriana, cuidadosamente enterrado sob o solo. A descoberta, que à primeira vista parecia mera curiosidade, logo se mostrou peça-chave de um dos casos criminais mais notórios do século XIX.

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O dono do labrador, Paul Phillips, percebeu o brilho do vidro ao examinar o buraco recém-aberto. Ao desenterrar o objeto, encontrou uma garrafa intacta com a inscrição “Proibida a ingestão”. Movido pela curiosidade, ele consultou historiadores locais, que imediatamente relacionaram o frasco ao assassinato de Mary Ann Ashford, ocorrido em 1865. Naquela época, Mary Ann teria colocado veneno no chá do marido, William Ashford, com a intenção de ficar com um amante e herdar a fortuna familiar. Registros oficiais confirmam a semelhança entre a garrafa encontrada e os recipientes usados no crime.

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O frasco “proibido” exibe características típicas de embalagens vitorianas destinadas a substâncias tóxicas, sobretudo sulfato de arsênico. Seu tom azul intenso e o formato específico coincidem com descrições de achados em laboratórios da época, reforçando a ligação direta com o veneno usado por Mary Ann. Peritos acreditam que o frasco permaneceu enterrado desde a fuga de evidências cometida por cúmplices da acusada.

Condenada à morte, Mary Ann Ashford foi submetida a uma das execuções públicas mais traumáticas do período. Em frente a cerca de 20 mil pessoas, a forca falhou em duas tentativas, estendendo seu sofrimento por vários minutos. A cena chocante contribuiu de forma decisiva para a proibição dos enforcamentos públicos na Grã-Bretanha, implementada em 1868, ao alterar a percepção coletiva sobre a crueldade do método.

A redescoberta desse objeto em um quintal doméstico reacendeu o interesse de historiadores e moradores pela história local. Mais do que recuperar um artefato, Stanley trouxe à tona a memória de um episódio macabro que por décadas ficou esquecido. Pesquisadores já discutem a criação de um pequeno acervo dedicado ao caso Ashford, garantindo que esse capítulo sombrio da história vitoriana seja preservado para as gerações futuras.

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