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Preços dos remédios no Brasil terão reajuste a partir desta terça-feira

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Aviso em farmácia alerta consumidores sobre o reajuste nos preços dos medicamentos (Foto: Instagram)

O governo autorizou nesta terça-feira um aumento nos preços dos medicamentos vendidos no Brasil, com correção máxima de até 3,81%. Segundo a resolução publicada no Diário Oficial da União, o reajuste médio será de 1,95%, abaixo da inflação acumulada pelo IPCA. As novas tabelas entram em vigor imediatamente e as farmácias devem respeitar os tetos estabelecidos pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

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De acordo com a CMED, o modelo de reajuste está dividido em três faixas de variação, definidas para refletir o nível de concorrência em cada segmento. O Nível 1 permite até 3,81% de aumento, o Nível 2 fica em até 2,47% e o Nível 3, em até 1,13%. Este ano, o índice médio autorizado de 2,47% foi o menor registrado em quase duas décadas.

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Os medicamentos mais populares no Brasil costumam ser classificados conforme a presença de genéricos e concorrentes. No Nível 1, estão remédios para hipertensão, colesterol e diabetes, como diuréticos, betabloqueadores, estatinas e metformina. No Nível 2, se enquadram tratamentos mais recentes e alguns antidepressivos de marca; já o Nível 3 contempla produtos mais novos ou de maior complexidade, como certas insulinas de longa duração.

Apesar de autorizados pela CMED, os reajustes não são obrigatórios. As indústrias podem optar por aplicar correções menores ou até manter os valores atuais, desde que não ultrapassem os limites definidos. Além disso, as alterações podem ser distribuídas ao longo dos próximos meses, permitindo um repasse gradual ao consumidor.

O sistema de controle de preços mantido pela CMED determina o Preço de Fábrica (PF) — teto cobrado pela indústria — e o Preço Máximo ao Consumidor (PMC), que é o limite praticado nas farmácias. Os estabelecimentos devem atualizar essas listas periodicamente e disponibilizá-las ao público, garantindo transparência na venda de remédios.

Para quem depende de tratamentos contínuos, como portadores de hipertensão e diabetes, o ajuste pode ser sentido de forma mais significativa ao longo do tempo. Por outro lado, a concorrência entre marcas e a oferta de genéricos, aliadas a descontos e programas de fidelidade, ajudam a amenizar o impacto, de modo que nem todos os medicamentos terão alta imediata, e alguns poderão permanecer estáveis.

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