
Ronaldo Caiado durante o Grande Prêmio MotoGP do Brasil (Foto: Instagram)
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), revelou em 30 de março que, se eleito presidente da República em outubro de 2026, seu primeiro ato será decretar uma anistia geral, ampla e irrestrita. Em coletiva, ele afirmou que pretende fechar um ciclo de disputas intensas e retomar o diálogo nacional, encerrando o que classificou como um “projeto político” dedicado à polarização. Segundo Caiado, somente alguém alheio a esses embates poderá reverter essa lógica que, na visão dele, se perpetua por quem se beneficia do conflito.
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O anúncio de anistiar os condenados pela trama golpista de 8 de janeiro de 2023 inclui nomes de grande repercussão, como o do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão e hoje cumpre regime domiciliar humanitário por 90 dias, medida concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, sob alegação de problemas de saúde. A proposta de Caiado abrange todos os processos relacionados ao episódio antidemocrático, sem distinções.
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A declaração foi feita durante convenção do PSD que elegeu oficialmente Caiado como pré-candidato ao Planalto. Ele saiu na frente em disputa interna com os governadores Ratinho Junior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). A confirmação do nome goiano partiu do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, ressaltando a unidade do partido em torno de sua candidatura.
Em sua justificativa, Caiado destacou que o Brasil não suporta mais o clima de antagonismo que tomou conta da política nos últimos anos. “A polarização não é um traço natural da política nacional, mas sim um artifício de quem se vale dela para permanecer no poder”, declarou o pré-candidato. Com isso, reafirmou que a anistia geral será o primeiro passo para um novo momento de convergência.
“A anistia geral, ampla e irrestrita será o meu primeiro ato como presidente, pois somente alguém fora dessa disputa poderá revogá-la. É assim que pretendo restabelecer o pacto nacional e dar um basta às divisões extremas”, enfatizou Caiado. Ele acredita que a medida servirá como ponto de partida para reformas institucionais e de governança, bem como para a reconstrução de pontes entre diferentes setores da sociedade.
Para efetivar sua candidatura, o governador tem até 4 de abril para se afastar do cargo que ocupa em Goiás, conforme previsto na legislação eleitoral. A partir de então, a preparação da campanha entra em fase acelerada, com agendas previstas em estados estratégicos e estrutura de comunicação alinhada às diretrizes apontadas por Caiado durante a coletiva.

