
Coluna de fumaça sobe sobre Teerã após novos confrontos, em meio à proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão. (Foto: Instagram)
Na noite de domingo (05), o Irã e os Estados Unidos receberam uma proposta de cessar-fogo que, se implementada, encerraria as hostilidades já na segunda-feira (06/04). Elaborada sob a mediação do governo paquistanês, a iniciativa prevê uma trégua imediata, seguida de até 20 dias de negociações para um acordo mais amplo. Entre os potenciais resultados do entendimento está a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz, passagem vital para o comércio mundial de petróleo.
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A agência Reuters relata que Teerã já enviou uma resposta diplomática à proposta, mas mantém em sigilo sua posição oficial. Os Estados Unidos, por sua vez, ainda não divulgaram um pronunciamento formal sobre o conteúdo do plano.
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O plano, segundo a Reuters, está estruturado em duas fases. A primeira exige um cessar-fogo imediato; a segunda reserva de 15 a 20 dias para negociar um acordo definitivo, possivelmente formalizado em um memorando eletrônico sob mediação paquistanesa.
A reabertura do Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã há mais de um mês, é vista como um dos principais ganhos para o comércio global de petróleo. No entanto, autoridades iranianas afirmam que não desbloquearão a passagem apenas em troca de uma trégua temporária, e podem demandar garantias políticas ou econômicas adicionais.
O texto da proposta não cita diretamente Israel, aliado dos EUA na ofensiva, mas qualquer avanço no acordo poderá influenciar a posição de Jerusalém, que tem exigências próprias em relação a Teerã e à segurança regional.
Fontes revelam que o marechal de campo paquistanês Asim Munir manteve contato durante a madrugada com representantes de ambos os lados, incluindo o vice-presidente americano JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o chanceler iraniano Abbas Araqchi, numa tentativa de acelerar o processo.
O possível ‘Acordo de Islamabad’ também deve tratar do programa nuclear do Irã. Em contrapartida, Teerã poderia receber alívio nas sanções internacionais e a liberação de ativos bloqueados, como parte dos compromissos pactuados.
Especialistas acompanham com atenção os desdobramentos, já que uma trégua não somente reduziria o risco de novos ataques, mas também estabilizaria os preços do petróleo, afetados pelas restrições à exportação iraniana e pela incerteza sobre a segurança das rotas marítimas.

