
PF investiga ataque hacker ao INSS e cumpre mandados no DF (Foto: Instagram)
A Polícia Federal iniciou uma investigação para apurar um ataque hacker contra os sistemas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação, deflagrada na terça-feira (7), cumpre três mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, com o objetivo de mapear possíveis vazamentos de dados e fraudes em benefícios. Especialistas trabalham para identificar os pontos de entrada dos criminosos e entender como dispositivos foram inseridos na rede interna do órgão. Segundo a CNN Brasil, há indícios de instalação de equipamentos para acesso remoto dentro das unidades do INSS, possibilitando que invasores executem operações sem deixar rastros imediatos.
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Em fase inicial, as apurações tiveram início após a Polícia Federal identificar indícios de comprometimento de credenciais de acesso ao sistema do INSS. Foram expedidos três mandados de busca e apreensão em residências e escritórios no Distrito Federal. A PF suspeita que os criminosos contaram com o auxílio de pessoas com acesso ao ambiente interno da autarquia, o que facilitaria a instalação de dispositivos e a extração de informações. Peritos digitais analisam notebooks, discos rígidos e possíveis equipamentos ocultos para traçar a rota da invasão.
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A investigação aponta que, de forma clandestina, equipamentos de rede teriam sido instalados dentro das dependências do INSS para criar pontos de acesso remoto ao sistema. Esses dispositivos permitiriam aos hackers entrar nos servidores sem necessidade de autorização direta sempre que desejassem. As equipes de peritos, auxiliadas por agentes da Polícia Federal, verificam salas de servidores, estações de trabalho e armários de rede em busca de hardware suspeito ou adaptado para esse tipo de conduta ilícita.
Os envolvidos podem responder por invasão de dispositivo informático, crime previsto no artigo 154-A do Código Penal, com pena de três meses a dois anos de prisão. Caso sejam comprovadas fraudes em benefício ou vazamento de dados pessoais, poderão ser enquadrados ainda nos crimes de estelionato, falsidade ideológica e violação de sigilo funcional. Ao longo das investigações, a PF também avalia a possibilidade de responsabilizar outros integrantes da quadrilha que auxiliaram na distribuição e manutenção dos equipamentos clandestinos.
A operação no Distrito Federal segue em andamento, com novas diligências previstas nos próximos dias. A Polícia Federal busca documentos, registros eletrônicos e depoimentos de funcionários do INSS que possam esclarecer toda a dinâmica da invasão. Até o momento, não há registro público de alterações nos pagamentos de benefícios, mas o inquérito visa garantir a segurança das informações de todos os segurados. Após a conclusão das buscas, a PF deverá encaminhar os dispositivos apreendidos para perícias complementares e ouvir pessoas indicadas como suspeitas de participação na trama.

