
Mariana Goldfarb denuncia perseguição virtual de stalker (Foto: Instagram)
A modelo Mariana Goldfarb recorreu às redes sociais nesta terça-feira (7) para denunciar uma série de mensagens obsessivas enviadas por um homem desconhecido. Em seus stories do Instagram, ela compartilhou capturas de tela que revelam a pressão constante e as investidas invasivas ao longo de meses, sem qualquer reciprocidade. A influenciadora questionou se o autor do conteúdo não deveria receber ajuda psicológica, ironizando a postura do suposto perseguidor.
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Nos prints exibidos por Mariana, as mensagens datam do final de 2025 e voltaram a aparecer insistentemente nos últimos dias. As abordagens insistentes incluem declarações extremas de amor e promessas de relacionamento. Apesar de não haver qualquer contato direto, o remetente insiste em afirmar que terá um envolvimento amoroso com ela, adotando um padrão típico de perseguição virtual.
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Em uma das capturas, o stalker declara: “Mari, você será minha mulher!”. Em outras, ele afirma: “Mari, você será o grande amor da minha vida”, “Não me cansarei de falar: você será minha para sempre” e “Eu serei o homem que te fará feliz para sempre”. Esses trechos mostram a repetição de promessas e a tentativa de controlar a narrativa sobre o futuro da relação, mesmo sem qualquer confirmação de interesse por parte de Mariana.
Além dos prints, a influenciadora postou um vídeo comentando o episódio. No início da gravação, ela deixa claro que não considera a situação engraçada, apesar das reações de seguidores. “Estou recebendo mensagens de vocês rindo, mas eu não estou achando isso engraçado não, cara”, afirma. Ela também questiona o processo de denúncia: bloqueou o perfil, mas o agressor cria novas páginas e insiste no contato.
O termo stalking refere-se à perseguição insistente e obsessiva de uma pessoa por outra, seja no ambiente físico ou virtual. Segundo o especialista Dr. Spencer Toth Sydow, o stalker observa, vigia e monitora rotinas e preferências da vítima, mantendo uma presença indesejada que pode gerar medo e insegurança. A prática pode se manifestar tanto em gestos aparentemente inocentes quanto em atitudes claramente invasivas ou ameaçadoras.
No Brasil, o stalking passou a ser tipificado como crime em abril de 2021, com a lei 14.132/21, que incluiu o artigo 147-A no Código Penal. A norma prevê pena de seis meses a dois anos de prisão, além de multa, podendo chegar a três anos de reclusão em casos com agravantes, como quando a vítima é mulher, criança ou idoso, ou quando há uso de meios que ampliem o risco.
Especialistas recomendam que, ao sentir medo ou perceber mudança de hábitos em decorrência da perseguição, a vítima registre um boletim de ocorrência presencial ou pela delegacia eletrônica. Mesmo sem identificar o autor, a polícia pode requisitar dados às plataformas digitais para localizar o stalker. É importante formalizar a representação criminal, única forma de autorizar o prosseguimento do inquérito.

