
Subvariante BA.3.2 ‘Cicada’ gera alerta por mutações na Spike, mas sem sinal de maior gravidade (Foto: Instagram)
A subvariante BA.3.2, apelidada de “Cicada”, já foi detectada em mais de 20 países e chama atenção pelo elevado número de mutações na proteína Spike. Apesar do potencial de maior transmissibilidade, especialistas afirmam que ainda não há sinais de aumento na gravidade dos casos. Profissionais de saúde reforçam que a vacinação continua sendo a principal barreira para conter o avanço dessa linhagem.
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A “Cicada” faz parte do contínuo processo evolutivo do vírus, sendo mais uma ramificação da Ômicron, e não uma variante totalmente nova. Desde o fim das grandes ondas da pandemia, a Ômicron segue predominando globalmente. Cientistas ao redor do mundo monitoram essa sublinhagem para entender como suas dezenas de alterações podem influenciar a dinâmica da doença.
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A BA.3.2 integra uma sequência de sublinhagens que surgiram após a Ômicron original. Diferentemente das mudanças bruscas observadas no início da pandemia, o vírus agora acumula variantes de forma mais gradual. Esse padrão reflete a adaptação do Sars-CoV-2 ao aumento da imunidade da população, consequência de campanhas de vacinação e infecções anteriores.
O principal motivo de preocupação é o número acima da média de mutações na proteína Spike, responsável pela ligação do vírus às células humanas. Essas alterações podem facilitar a chamada “fuga imunológica”, permitindo que a subvariante infecte pessoas já vacinadas ou que tiveram Covid. No entanto, até o momento não há indícios de que isso leve a quadros mais severos.
Os sintomas relatados em infecções por “Cicada” seguem o padrão das versões recentes da Ômicron, incluindo febre, dor de garganta, tosse, coriza e cansaço. A maioria dos casos continua leve, sem sinais consistentes de agravamento específico vinculado a essa subvariante.
Mesmo com as múltiplas mutações, as vacinas disponíveis mantêm alta eficácia na prevenção de hospitalizações e mortes. A proteção contra infecções pode diminuir com o tempo, mas o principal objetivo dos imunizantes — reduzir desfechos graves — permanece garantido, já que todas as subvariantes atuais derivam da Ômicron.
No Brasil, ainda não há confirmação oficial da circulação da “Cicada”, mas especialistas consideram provável sua chegada, assim como ocorreu com outras ramificações do vírus. O alerta maior se volta à queda das taxas de vacinação, principalmente entre idosos, crianças e pessoas com comorbidades.
À medida que a Covid-19 passa a se comportar de forma mais semelhante aos vírus respiratórios sazonais, como o da gripe, a comunidade científica destaca a necessidade de manter a imunização em dia. O principal desafio agora é garantir que a população permaneça protegida por meio de doses de reforço atualizadas.

