
Novo piso do salário mínimo pode chegar a R$ 1.717 em 2027 (Foto: Instagram)
O salário mínimo no Brasil poderá subir em breve, trazendo alívio ao orçamento das famílias. De acordo com estimativa do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) enviado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso, o piso nacional deverá alcançar R$ 1.717 em 2027.
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Se confirmado, o novo valor representará alta de cerca de 5,9% sobre o mínimo atual, fixado em R$ 1.621. Esse reajuste segue a política de valorização do piso, que prevê a reposição da inflação e um ganho real no rendimento dos trabalhadores.
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O cálculo definitivo do salário mínimo leva em conta a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador utilizado para medir a inflação de famílias de menor renda. Além de repor integralmente o aumento de preços, a projeção incorpora um ganho real estimado em 2,5%, número sujeito à confirmação dos índices econômicos até dezembro de 2026.
O aumento previsto para 2027 tem impacto direto em aposentadorias, pensões e programas sociais. Cerca de 45% dos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estão atrelados ao piso nacional, o que inclui o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Dessa forma, a correção do mínimo reflete em reajustes automáticos dessas despesas.
A definição de um novo salário mínimo também interfere no orçamento federal, pois diversos pagamentos governamentais são calculados com base nesse valor. Qualquer elevação do piso pressiona as despesas públicas, tornando fundamental o equilíbrio fiscal. Para 2027, o governo estabeleceu meta de superávit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB).
Além dos pagamentos de benefícios, o reajuste impacta as contribuições previdenciárias de trabalhadores formais, autônomos e microempreendedores individuais (MEIs). Com o piso elevado, a base de cálculo dos recolhimentos à Previdência Social também aumenta, o que pode alterar o valor das alíquotas pagas mensalmente.
Agora, o PLDO segue para análise dos parlamentares, e a proposta só se tornará efetiva após aprovação no Congresso Nacional. Até a sanção, o governo deverá acompanhar os indicadores econômicos e ajustar as projeções para cumprir as regras fiscais vigentes.

